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Comando Geral mais uma vez se mantém em silêncio na ocorrência envolvendo óbito de criança na região da IR-GN (Guaianazes).

Na noite de sábado uma guarnição motorizada ao receber uma informação de um delito em face de um veículo, adotando o protocolo acionou a CETEL que não desautorizou o acompanhamento envolvendo outras viaturas para apoio, segundo os integrantes determinaram que o veículo parasse e foi desobedecido, em acompanhamento houve confronto onde o GCM atirou nos pneus, mas, com o balanço da viatura um dos disparos atingiu o vidro traseiro do veículo que mais a frente próximo a uma quermesse foi abandonado pelos integrantes que foram perseguidos, contudo, sem êxito. Ao voltarem verificaram que havia uma pessoa dentro do veículo, ferida, tratava-se de uma criança de 11 anos que veio a óbito.

Ao saber pelas redes sociais entramos em contato com o Comandante Operacional Leste que confirmou a situação, nos deslocamos com o corpo jurídico da AAPOL ao DHPP para prestar assistência, e por lá, um dos GCMs da guarnição autor dos disparos já havia sido autuado por homicídio culposo. Estavam no local o Comandante Operacional Leste e seu Adjunto dando todo apoio aos GCMs. A fiança já havia sido arbitrada em R$5.000,00 (cinco mil reais), e presenciei os Inspetores de Agrupamento se solidarizando, se fosse o caso, fazer um rateio para não deixar o GCM preso até a segunda-feira, mas, o pai do GCM conseguiu com seus familiares o valor da fiança.

Importante pontuar que estavam em três integrantes na viatura nessa ocorrência, sendo que todos sabem o que é ação criminosa, em especial o motorista e o auxiliar, se tivessem duvidado da ocorrência não teriam continuado, muito pelo contrário, o motorista continuou no acompanhamento e o auxiliar dando toda cobertura, revelando que a ação não teve nenhuma reprimenda por qualquer dos integrantes com o devido apoio mútuo.

Outra pontuação é que, até a chegada da AAPOL nenhuma entidade associativa tinha designado seu corpo jurídico para o local, e isso já atravessavam às 30 horas da ocorrência, e ao ser indagado ao GCM que disparou sua arma de fogo sobre a presença de um advogado ele disse não ser "sindicalizado", razão pela qual a falta de apoio jurídico, com efeito, nos traz algumas reflexões: o sindicato brada aos quatros ventos ser a "única" pessoa jurídica com competência e representa TODA categoria, com essa atitude fica evidente que se representasse a categoria, em sendo um GCM da GCM envolvido na ocorrência dessa magnitude deveria na primeira hora designar seu corpo jurídico para acompanhar o caso, mormente, só assim, o GCM poderia esperar melhor sorte, revelando que no máximo o sindicato representa seus sindicalizados, e ainda ouvi pelo local que se o GCM se sindicalizasse teria uma "carência" para utilizar os serviços jurídicos do sindicato, isso explica em parte seu déficit de representatividade UM VERDADEIRO ABSURDO!

Mais uma pontuação que destacamos foi à atuação dos Inspetores de Agrupamento do Comando Operacional Leste e seu Adjunto, I.A PERBONE e I.A CÉSAR, que, além de acompanharem os GCMs nesse momento tão difícil de suas vidas ainda, pudemos observar que compraram lanche e refrigerante, servindo a todos, e se solidarizando num possível rateio para pagar a fiança do GCM, demonstrando um verdadeiro espírito de corpo e de liderança que merece todo nosso respeito, destaque e admiração.

Diferentemente dessa atitude acima descrita o Comandante Geral/GCM Menezes pautou sua participação em determinar que após TODAS AS MAIS DE 30 HORAS DE OCORRÊNCIA ININTERRUPTAS, OS GCMs FOSSEM LEVADOS A CORREGEDORIA PARA SEREM OUVIDOS, somente porque a imprensa estava "cobrando".

Nesse sentido indagamos: mas o que esperar desse comando tímido e diminuto, agarrado somente ao seu cargo em detrimento de toda Instituição, invés da FALA, o SILÊNCIO, invés de DEFESA INSTITUCIONAL, ACOMPANHA O CHEFE DO EXECUTIVO QUE DIZ QUE A GCM SÓ AGE DENTRO DE PARQUE E NÃO FORA, por medo, deixou de falar com a imprensa e trazer as INÚMERAS OCORRÊNCIAS POLICIAIS QUE A GCM EXECUTA COM ÊXITO TODOS OS DIAS, deixando uma INSEGURANÇA JURÍDICA SEM PRECEDENTE NA INSTITUIÇÃO com consequências difíceis de quantificar.

O setor da Imprensa do Comando Geral beira a uma verdadeira piada, só serve para acompanhar o Comandante em suas visitas e recebimentos das intermináveis honrarias pessoais, que por sinal, lhe falta espaço no corpo para colocá-las, enquanto a GCM definha na mão da mídia e fica a mercê de informações diversas das nossas competências em especial as da lei 13.022/14.

Ainda é importante dizer que a GCM tem treinamentos de técnicas operacionais, armamento e tiro, defesa pessoal, direito, técnicas operacionais a primeiras respostas, entre outras matérias, e após um extenso curso de formação faz um juramento de cumprir e fazer cumprir as Leis e proteger o Cidadão e a Cidade com sua própria vida.

Nessa senda, teria ele (se fosse o caso de estar equivocado em sua ação) agido sozinho, do ponto de vista Institucional? Com efeito, no momento em que a mídia por desconhecimento das funções dos GCMs e SILÊNCIO do Comandante Geral em passar o que de bom fazemos a essa Cidade, conclui o que lhe parece certo, nesse sentido, não podemos reclamar disso, exceto, lamentar pela nossa Instituição perder essa rica oportunidade de uma "mídia espontânea" e até ser ouvida em horário nobre mudando a opinião pública, mas, infelizmente a covardia e o silêncio falam mais alto.

Na verdade é mais fácil emitir juízo de valor em desfavor do GCM e acompanhar a imprensa do que defender a Instituição.

Por fim, de todo apanhado que podemos extrair é que a falta de rumo que se encontra a nossa GCM, fica evidente que precisamos de mudanças urgentes, a fim de que o GCM na rua não fique sem saber qual atitude deve tomar, ou sem segurança jurídica o que por certo abala ainda mais sua identidade funcional que se encontra em formação.

E nisso tudo o Prefeito diz a toda imprensa que o GCM é pra agir na vigilância dentro dos parques e não fora, e nessa ocorrência envolvendo o óbito da criança traz que "pelo que ouviu o GCM não teria seguido o protocolo" nos tratando como se fossemos vigilantes de luxo e PELO SILÊNCIO DO COMANDO GERAL que só se apega ao cargo, perdemos toda possibilidade de reversão da opinião pública em benefício Institucional demonstrando nesse momento de crise não ter o mínimo de preparo necessário para enfrentar as adversidades de sua Pasta, devendo lembrar que o GCM não foi condenado pelos órgãos competentes E A VERDADE POSTA ESTÁ CADA VEZ MAIS APARECENDO.

No mais, ainda vige o princípio da "presunção da inocência" e as "garantias Constitucionais e de Direitos Humanos", logo, a única coisa que temos de fato é que um GCM ao ser solicitado por um munícipe tomou uma atitude, informou a CETEL, acompanhou um veículo, pediu apoio, ao ser confrontado reagiu atirando no pneu do veículo, e ao perceber que uma pessoa estava alvejada, socorreu, e por tudo isso merece o nosso apoio e respeito.

Eliazer Rodella
Presidente da AAPOL

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